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Problemas com o tempo estimado de leitura no Kindle Paperwhite? Saiba como corrigir o problema.



Há mais ou menos três anos sou usuária da linha Kindle e uma das funcionalidades que mais gosto é a possibilidade de obter uma estimativa de tempo de leitura. Ou seja, o Kindle utiliza algoritmos que calculam o tempo médio que o usuário leva para virar uma página e, a partir desses dados, gera uma estimativa de quanto tempo você levará para terminar de ler o seu livro. O legal é que essa estimativa de leitura é completamente dinâmica e personalizada, variando de acordo com o tipo de e-book, com o tipo e o tamanho da letra que você selecionou. Assim, se durante a leitura você alterar o tipo e/ou o tamanho da letra, poderá perceber que o tempo estimado de leitura será alterado.
Essa funcionalidade está disponível em todos os dispositivos, seja no aparelho da Kindle ou nos demais dispositivos em que você tiver o aplicativo instalado. Lendo no meu iPad (usando o app Kindle) percebi que o tempo estimado de leitura sempre é atualizado mais rapidamente sempre que alguma variável usada pelo algoritmo da Amazon era alterada. No entanto, observei que no meu Kindle Paperwhite isso nem sempre ocorre. Às vezes percebia que ao esquecer um e-book aberto enquanto ia atender ao telefone ou ao carteiro na porta, ou quando modificava o tamanho da letra e até mesmo quando pesquisava algum termo no dicionário ou na Wikipédia pelo próprio Kindle, o tempo estimado de leitura aparecia distorcido. Por exemplo, observei em certa ocasião que o e-book estava na metade e com tempo restante de leitura estimado em 4 horas, quando virei a página percebi que o tempo havia despencado para 1hora e 30minutos restantes. Mesmo reiniciando o Kindle o tempo permaneceu incorreto naquele e-book.
Realizei algumas pesquisas no suporte do site da Amazon e nada. No Google também não consegui nada, até que encontrei num fórum de usuários da Kindle algumas dicas de como solucionar o problema. No entanto, o fórum era de usuários dos EUA e obviamente estava em inglês. Mesmo assim arrisquei fazer o teste no meu aparelho, considerando que o sistema nativo do mesno é configurado nativamente no idioma norte-americano, e, pra minha surpresa, deu certo.

A seguir explico o passo a passo:

1. Abra o e-book e na barra de pesquisa digite o seguinte comando:

;ReadingTimeReset

(Ponto e vírgula e o comando – Reading Time Reset – todo junto e com as letras iniciais de cada palavra em maiúsculo)



2. Após digitar o comando e dar um “enter”, aparecerá uma mensagem informando que nenhum resultado foi encontrado, após isso retorne ao e-book, tocando na seta de retorno/voltar, e verificar se o tempo de leitura foi zerado. 
3. Observe que a contagem do tempo foi reiniciada. Agora é só seguir lendo e o algoritmo voltará a estimar corretamente o tempo restante de leitura. Nos dispositivos (celular, iPad, tablete, etc.) em que você tem o aplicativo da Kindle instalado não é possível usar esse comando e nem é necessário, visto que o algoritmo não apresenta esse tipo de erro. 

Agora observe a comparação do antes e do depois:



Duas curiosidades que observei:

Uma é que apesar desse erro poder acontecer no Kindle Paperwhite, nele, o tempo estimado de leitura costuma ser mais exato que o apresentado no meu iPad (como já disse, uso o aplicativo disponibilizado pela Amazon na loja da Apple). Cheguei a essa conclusão após cronometrar o tempo de leitura e comparar com o demonstrado no Kindle e no iPad. Nesse último costuma dar uma diferença para maior de aproximadamente 10 ou 15 minutos a depender do tipo e origem do e-book, já no Kindle Paperwhite o tempo é praticamente exato.
A outra é que esse erro é comum de acontecer quando lemos arquivos que não foram comprados diretamente do site da Amazon. Isso acontece muito comigo porque sempre baixo teses, dissertações e artigos em outras plataformas da internet (Scielo, BVS psi, repositórios digitais de Universidades Federais, etc.), geralmente em PDF, e converto no Calibre ou envio para conversão automática pela própria Amazon. Nos e-books da Amazon nunca identifiquei esse erro de contagem de tempo, mas com a dica que eu trouxe aqui isso já não será mais um problema. 






Vida e Obra:


Alemã, nascida em 16 de setembro de 1885, a psicanalista Karen Horney foi uma das muitas mulheres silenciadas na academia. Isso porque, assim como em todos os outros nichos da produção científica e literária, a psicanálise reflete inexoravelmente o machismo e a misoginia operados por meio da invisibilização e/ou inferiorização dos trabalhos femininos. Além disso, por discordar de alguns pressupostos freudianos, Horney foi expulsa da sociedade psicanalítica de sua época que, sendo tipicamente vitoriana, tratava as mulheres como frágeis e débeis, o que, fatalmente, empurrava o discurso feminino para o descrédito.

Apesar de nascida em Hamburgo (na Alemanha), Horney se naturalizou norte-americana no ano de 1938, poucos anos após sua radicação nos Estados Unidos, na qual veio a falecer em 1952. Sua vida foi integralmente dedicada ao desenvolvimento da psicanálise. Lecionou no Instituto de Psicanálise de Berlin, e manteve, muitos anos, nessa Capital, uma clínica psicanalítica. Foi diretora assistente do Instituto de Psicanálise de Chicago, professora do Instituto de Psicanálise de New York e da Nova Escola de Pesquisa Social, também dessa cidade.

Há dois aspectos na teorização de Horney que são especialmente nevrálgicos para a teoria de Freud:

O primeiro ponto, o meu preferido, é o postulado da autora de que a teoria freudiana da "inveja do falo" pelas mulheres é, na verdade, um mecanismo para mascarar o ódio e a inveja masculina da potência criativa interna inerente às pessoas que possuem útero. Além disso, Horney observa que, graças ao útero, a mulher pode exercer sua criatividade sobre o mundo interior (por meio da gestação) e exterior a ela. Aos homens restaria apenas a possibilidade de exercer sua criatividade sobre o mundo externo, já que seus ventres, na ausência de um útero, são incapazes de gerar/criar.
O segundo ponto interessante é que, para a autora, a concepção de Freud sobre as neuroses é frágil na medida em que inscreve exclusivamente sobre o sujeito sintomas que são produzidos em uma sociedade ou meio profundamente neurotizantes (adoecedores). Para Horney o sujeito que faz um sintoma neurótico deve, antes de mais nada, ser compreendido dentro de uma circunscrição socio-histórica-geográfica a fim de não se recair em análises superficiais, generalistas, e, por que não dizer, falaciosas.

Karen Horney – junto a Alfred Adler, Carl Jung, Erich Fromm e outros – é considerada uma das mais proeminentes pensadoras do movimento neo-freudiano[1], por ter desafiado as convenções da psicanálise tradicional e ter permitido que essa orientação teórica fosse estendida, especialmente no campo da neurose.

Horney também foi a primeira mulher psiquiatra que publicou ensaios sobre a saúde mental feminina e questionou as abordagens biológicas em relação às diferenças de gênero de seus predecessores, pelo que é considerada a fundadora da psicologia feminista[2].

Em sua psicologia feminista, escreveu sobre temas que incluem a sobrevalorização da figura masculina, as dificuldades da maternidade e as contradições inerentes à monogamia.

Algumas frases da autora:

“O menoscabo dos fatores culturais por Freud não só conduz a generalizações falsas, como, em grande parte, opõe-se à compreensão das forças reais que motivam nossas atitudes e atos. Creio que esse descaso é a principal razão por que a psicanálise, na medida em que segue fielmente as sendas teóricas desbravadas por Freud, a despeito de suas aparentemente ilimitadas potencialidades parece ter batido em um beco-sem-saída [sic], manifestando-se por um exuberante florescimento de teorias obscuras e pelo emprego de uma terminologia confusa”. (HORNEY, 1959)
“Vimos, então, que uma neurose implica em um afastamento do normal. Este critério é muito importante, conquanto não seja suficiente: as pessoas podem desviar-se da configuração geral sem serem neuróticas”. (HORNEY, 1959)

Horney deixou várias obras valiosas no campo da psicanálise, a seguir apresento a bibliografia da autora:

HORNEY, Karen. A personalidade neurótica do nosso tempo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira S.A., 1959.
______. Conheça-se a si mesmo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966.
______. Novos rumos da psicanálise. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1959.
______. Neurose e desenvolvimento humano. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1959.
______. Psicologia feminina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.
______. Nossos conflitos interiores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964.
______. Últimas conferências sobre técnicas psicanalíticas. São Paulo: Bertrand Brasil.

Para baixar o PDF* do Livro "A personalidade Neurótica do Nosso Tempo"

Títulos em inglês[3]:

Neurosis and Human Growth, Norton, New York, 1950. ISBN 0-393-00135-0
Are You Considering Psychoanalysis? Norton, 1946. ISBN 0-393-00131-8
Our Inner Conflicts, Norton, 1945. ISBN 0-393-00133-4
Self-analysis, Norton, 1942. ISBN 0-393-00134-2
New Ways in Psychoanalysis, Norton, 1939. ISBN 0-393-00132-6 (alternate link)
The Neurotic Personality of our Time, Norton, 1937. ISBN 0-393-01012-0
Feminine Psychology (reprints), Norton, 1922–37 1967. ISBN 0-393-00686-7
The Collected Works of Karen Horney (2 vols.), Norton, 1950. ISBN 1-199-36635-8
The Adolescent Diaries of Karen Horney, Basic Books, New York, 1980. ISBN 0-465-00055-X
The Therapeutic Process: Essays and Lectures, ed. Bernard J. Paris, Yale University Press, New Haven, 1999. ISBN 0-300-07527-8
The Unknown Karen Horney: Essays on Gender, Culture, and Psychoanalysis, ed. Bernard J. Paris, Yale University Press, New Haven, 2000. ISBN 0-300-08042-5
Final Lectures, ed. Douglas H. Ingram, Norton, 1991.—128 p. ISBN 0-393-30755-7 ISBN 9780393307559

 * A versão original do PDF encontra-se disponível no site do Filosofia Esotérica (http://www.filosofiaesoterica.com/personalidade-neurotica-do-tempo/) 





[1] Os psicanalistas neofreudianos foram pensadores que concordavam com a base da teoria da psicanálise Freudiana, porém a modificaram ou adaptaram para incorporá-la às suas próprias crenças, ideias e teorias. Sabemos que algumas das ideias freudianas eram altamente controversas, entretanto atraíram um grande número de seguidores. Muitos destes pensadores concordam com o conceito do inconsciente trazido por Freud, e sobre a importância de seu estudo da primeira infância. Porém, há um vasto número de pontos que outros pensadores discordaram ou rejeitaram. Devido a isso, estes estudiosos propuseram suas teorias exclusivas da personalidade. (Informação extraída de http://www.valordoconhecimento.com.br/blog/as-principais-teorias-da-psicanalise-neofreudiana/).
O Projeto de Apoio a Rede de Atenção Integral e Assistência a Saúde Mental – Rede c@ps – disponibiliza um grande acervo de documentos, livros e cadernos, sobre saúde mental para download gratuitamente. Lá você também encontra vários livros catalogados nas seguintes categorias: Drogas, Violência, Saúde Mental, Crítica e Política (Política Públicas), dentre outros.

A Rede c@ps foi desenvolvido para a disciplina Pesquisa e Divulgação da Ciência do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 02/2012. A principio a atividade consistia no planejamento de um projeto de pesquisa e estratégias de divulgação dos resultados voltado para a divulgação da ciência. Com o desenvolvimento do trabalho o projeto ganhou nome e forma. O objetivo principal é colaborar com a divulgação de informações que muitas vezes se perdem no caminho*.


Para acessar o acervo clique aqui

* Informação extraída do site oficial da Rede c@ps

O CARRASCO DO AMOR: E Outras Histórias Sobre Psicoterapia


O livro de hoje é um dos que sempre deixo à mão – o “Carrasco do Amor” de Irvin D. Yalom, também autor do Best seller “Quando Nietzsche Chorou (When Nietzsche Wept)” publicado em 1992. Yalom é um psiquiatra com mais de 30 (trinta) anos de experiência. Desde criança ele já demonstrava profundo interesse pelos livros, o que muito provavelmente explica a forma tão talentosa com que transforma as queixas de seus pacientes em belíssimas narrativas. O Carrasco do Amor é uma obra que se tornou bastante popular nos EUA não apenas entre psicólogas(os), psiquiatras e psicanalistas, mas também para o público leigo em geral, muito provavelmente graças à linguagem fluida e acessível utilizada por dr. Yalom.

          Nesse livro são contados 10 casos (todos verídicos) de pacientes atendidos pelo dr. Yalom, são histórias que nos arrebatam, nos excedem, nos fazem rir, chorar e refletir sobre as nossas condições de existir no mundo. Acredito que uma das grandes façanhas do livro seja precisamente a sua capacidade de nos trazer para dentro das estórias. Em cada caso somos arrebatados por um singular sentimento de identificação e empatia. Ora nos sentimos na posição dos pacientes, ora na posição do terapeuta. Apesar de diametralmente opostas, as 10 histórias de vida narradas têm em comum o fato de que – em todas – os pacientes buscaram terapia por se debateram com a dor existencial. Quem já leu outras obras de Irvin Yalom sabe que morte, dores e dilemas existenciais são temáticas frequentemente abordadas em vários de seus trabalhos, inclusive em seus romances.

          Esse livro possui minha especial simpatia em função de algumas características de atuação do dr. Yalom enquanto terapeuta. Uma delas é a forma como ele se implica em todos os casos como um observador participante, ou seja, ele compreende que as questões e dilemas que afligem ao outro são questões que potencialmente também o afligem enquanto ser humano. Outro ponto com que me identifico é a sua compreensão do processo terapêutico/curativo como sendo, sobretudo, relacional, ou seja, um processo que vai infinitamente além do mero emprego da técnica. Eu vibrei por dentro quando li o trecho em que Yalom reconhece a sua condição de sujeito falível, suscetível ao erro e assume: “[...] Era hora de enfrentar a verdade: eu fizera um péssimo trabalho nesse caso, e não podia transferir a culpa para a paciente para seu marido ou para a condição humana”.

          E, acima de tudo, o que mais gosto em Yalom é que mesmo sendo um terapeuta mais alinhado à corrente fenomenológica ele apresenta um nível de conhecimento bastante elevado sobre as demais abordagens psicológicas e teorias da personalidade, daí a flexibilidade e segurança com que transita entre diversas teorias sem, contudo, perder de vista a coerência ou bom senso profissional. Sua posição frente às diferentes escolas de pensamento fica evidenciada na seguinte passagem:

Entretanto, obviamente, tudo isso é ilusão. Se chegam a ajudar os pacientes, as escolas ideológicas, com seus complexos edifícios metafísicos, têm sucesso porque diminuem a angústia do terapeuta, não a do paciente [...] Quanto mais o terapeuta for capaz de tolerar a angústia de não saber, menor será sua necessidade de abraçar a ortodoxia.

Espero que essa obra possa gerar emoções tão profundas em você quanto as que causou em mim. Para acessar a versão digital do livro clique na imagem.

 DOWNLOAD

Alguns dos trechos que destaquei durante a leitura:

No entanto, eu não deixo de ter fé, minha Ave-Maria é a invocação socrática: ‘A vida não examinada não vale a pena ser vivida’.
Creio que o principal material da psicoterapia é sempre essa dor existencial — e não, como freqüentemente se afirma, as lutas instintivas reprimidas ou os fragmentos imperfeitamente enterrados de um passado pessoal trágico
“Mas nenhum presente foi maior do que o que ele me ofereceu pouco antes de morrer, [...] quando eu o visitei no hospital, ele estava tão fraco que mal conseguia se mexer, mas ergueu a cabeça, apertou a minha mão e sussurrou: — Obrigado. Obrigado por salvar a minha vida”.
“[...] espírito humano — esse frágil espectro incapaz de sobreviver sem a ilusão, sem o encantamento, sem esperanças impossíveis ou mentiras vitais.”
 “Ela possuía um amplo repertório de operações distanciadoras. Por exemplo, começava a introduzir o que iria dizer com um longo e enfadonho preâmbulo”.
 “É somente quando a terapia provoca profundas emoções que ela se torna uma poderosa força para a mudança”.
“O fato de ele ter esquecido o conteúdo da nossa última sessão não me preocupou muito. Era muito melhor que ele esquecesse o que conversamos do que a possibilidade contrária (uma escolha bem mais comum para os pacientes) — lembrar exatamente o que foi dito, mas não mudar.”
“Psicólogos populares falam continuamente sobre "aceitação da responsabilidade", mas essas são só palavras: é extremamente difícil, inclusive aterrorizante, chegar ao insight de que você, e apenas você, constrói seu próprio plano de vida”.

“Assim, o problema na terapia é sempre como ir de uma apreciação intelectual ineficaz de uma verdade a respeito de si próprio até uma experiência emocional dessa verdade. É somente quando a terapia provoca profundas emoções que ela se torna uma poderosa força para a mudança”.
"[...] uma obsessão amorosa drena a realidade da vida e anula novas experiências [...]"
“Nós, psicoterapeutas, não podemos simplesmente tagarelar com simpatia e exortar os pacientes a se debaterem corajosamente com os seus problemas. Nós não podemos dizer a eles você e seus problemas. Ao contrário, devemos falar de nós e de nossos problemas, pois a nossa vida, a nossa existência, estará sempre presa à morte, do amor à perda, da liberdade ao temor e do crescimento à separação. Nós, todos nós, estamos juntos nisso”.
    
 Sinopse

Solidão, desprezo, obsessões amorosas, depressão... Este livro traz a história de dez pacientes que procuraram soluções para seus problemas cotidianos, buscaram terapia e que se depararam com as raízes das próprias dores da maneira mais crua. Um livro que mostra como é possível enfrentar as verdades da existência e aproveitar tal poder para mudar e crescer em nível pessoal.

Yalom, Irvin D.; O carrasco do amor. Tradução Maria Adriana Veríssimo Veronese, — Rio de Janeiro: Ediouro, 2007.

Outras obras do autor**


(Romances)


·         (1992) Quando Nietzsche Chorou (When Nietzsche Wept)
·         (1996) Mentiras no Divã (Lying on the Couch)
·         (2005) A Cura de Schopenhauer (The Schopenhauer Cure)
·         (2012) O Problema Espinosa (The Spinoza Problem)

(Não ficção)


·         (1970) Psicoterapia em Grupo - Teoria e Prática (The Theory and Practice of Group Psychotherapy)
·         (1974) Cada Dia Mais Perto (Every Day Gets a Little Closer)
·          (1989) O Carrasco do Amor (Love's Executioner and Other Tales of Psychotherapy)
·         (1998) Vou Chamar a Polícia (The Yalom Reader)
·         (1999) Mamãe e o Sentido da Vida (Momma and the Meaning of Life)
·         (2001) Os Desafios da Terapia (The Gift of Therapy: An Open Letter to a New Generation of Therapists and Their Patients
·         (2008) De Frente Para o Sol (Staring at the Sun: Overcoming the Terror of Death)
·         (2015) Creatures of a Day [Será lançado no Brasil] 


 **Consultado em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Irvin_D._Yalom>


Tutorial Zotero

O tempo das pesquisas em bibliotecas físicas repleta de livros mofados, de correr desesperadamente atrás de livros fora de catálogo em sebos, de implorar de forma quase mendicante para que um amigo empreste aquela revista cientifica valiosíssima de uma determinada edição esgotada – parece estar com os dias contados na era virtual. Hoje em dia o que não encontramos na internet? Ao mesmo tempo em que a internet pode facilitar nossas vidas em nossas pesquisas ela também pode nos distrair ou atordoar com a enxurrada de informações que ela nos traz em uma simples pesquisa no Google. Enquanto professora e pesquisadora, acredito que um dos grandes problemas é a dificuldade que temos em filtrar e sistematizar essas informações de modo a não perdê-las ou nos perder em meio a um volume tão gigantesco de informações.  
Por isso resolvi compartilhar um dos meus aliados na época do meu mestrado - o Zotero, que é um gerenciador de citações e referências, podendo também funcionar também como uma biblioteca organizativa de material digital (a parte que eu mais gosto no Zotero). O Zotero pode ser um potente aliado para estudantes e acadêmicos de um modo geral, especialmente para quem, assim como eu, tem dificuldades em manter uma organização e tende a perder seus materiais de trabalho com frequência. O Zotero também pode ser de grande utilidade para pessoas que ainda tem dificuldades ou dúvidas na hora de gerar citações e referências de artigos e matérias online ou ainda para quem tem um volume grande de artigos, jornais, revistas, PDFs e outros materiais digitais que deseja manter organizado.

Nesse tutorial veremos:

1. O QUE O ZOTERO FAZ?
2. INSTRUÇÕES DE INSTALAÇÃO
3. MONTANDO SUA BIBLIOTECA DIGITAL
3.1 PRIMEIRO PASSO
3.2 SEGUNDO PASSO
4. GERENCIAMENTO DE CITAÇÕES E REFERENCIAS A PARTIR DO ZOTERO

1.      O que o Zotero faz?

O Zotero é, em seu nível mais básico, um gerenciador de citações. É um programa voltado ao público acadêmico que ajuda o usuário a coletar, organizar e analisar suas referências bibliográficas. Foi projetado para armazenar, gerenciar e citar referências bibliográficas, como livros e artigos. No Zotero, cada uma dessas referências constitui um item. Cada item contem meta-dados diferentes, dependendo do seu tipo. Os itens podem ser de qualquer origem, desde livros, artigos e documentos até páginas da internet, obras de arte, filmes, gravações sonoras, listas, entre muitos outros[1].

2.      Instruções de Instalação

Para utilizar o Zotero você precisará, primeiro, instalar o navegador Firefox. Após instalar o navegador digite https://www.zotero.org/ na barra de endereços do Firefox.



Após clicar em “Download Now” o site lhe redirecionará para a seguinte página:


Nessa página clique em “Zotero 4.0 for Firefox”. Se uma faixa amarela aparecer na parte de cima da página da web com a mensagem "O Firefox impediu esse site (https://www.zotero.org/) de convidá-lo a instalar o software no seu computador", clique no botão "Permitir". Em seguida, clique no botão "Instale Agora" que irá aparecer na janela pop-up de instalação do software (o botão pode aparecer como não-clicável por alguns segundos enquanto o Firefox faz o download do Zotero), e reinicie o Firefox após a instalação ser completada. Você agora deve ver o ícone do Zotero no canto direito superior da barra de status da sua janela do Firefox.
Feito isso, ainda na mesma página, clique em “Add a pluginfor Word or LibreOffice”. Essa opção lhe permitirá que o Zotero gerencie suas citações e referencias bibliográficas no Word ou LibreOffice, adiante veremos esse ponto mais detalhadamente.
Não se esqueça de criar uma conta no Zotero. Ela será super importante para que você possa manter todos a sua biblioteca digital sincronizada na nuvem do Zotero. Fazendo isso, você estará garantindo que suas informações não se percam caso haja problemas futuros com seu computador e também lhe permitirá acessar sua biblioteca a partir de qualquer computador, tablet ou celular.




Após proceder com a instalação vá para o repositório de estilos do Zotero no seguinte link: https://www.zotero.org/styles e na barra de pesquisa digite “ABNT”. O site irá listar para você todos os arquivos de estilos de citação – citação em formato de notas; citação com autoria completa ou abreviada; citação com título em negrito ou itálico e etc. Escolha o tipo de citação que mais lhe interessar, você pode baixar todos os estilos se desejar.



Depois de escolher o estilo de citação clique sobre o mesmo e aparecerá uma caixa de diálogo perguntando se você deseja instalá-lo. Clique em “instalar”



Agora o Zotero já está devidamente configurado para ser utilizado em sua máquina. Para começar a desenvolver sua biblioteca abra o Firefox e localize o ícone do Zotero na página inicial do navegador (ele estará sempre disponível na barra de tarefas do seu navegador).


Sempre que clicar no ícone do Zotero, a extensão será aberta diretamente em seu navegador e você poderá trabalhar em sua biblioteca mesmo que esteja off-line (sem conexão com internet).


Você pode alternar entre os modos de visualização clicando no ícone “Alternar modo de aba”


1       3.  Montando sua Biblioteca Digital:

Agora vamos para a parte mais importante do Zotero – a sua biblioteca digital. Nela você poderá organizar seus livros, artigos científicos, matérias de blogs e sites, páginas de internet, vídeos, dentre outros materiais digitais. A partir dessa Biblioteca Digital você poderá aproveitar todas as funcionalidades do seu Zotero.

3.1 Primeiro passo:

Organize sua biblioteca criando coleções e subcoleções. Você poderá nomeá-las da maneira que preferir (eixos temáticos, os próprios termos de busca, autor, base de dados, disciplina, projeto de pesquisa e etc.). Para criar uma coleção vá em sua biblioteca Zotero, clique sobre a coleção matriz “Minha Biblioteca” e clique com o botão esquerdo do mouse. Aparecerá uma caixa com um menu de opções, clique em “Nova coleção” ou “Nova sub coleção”, nomeia e dê um “Ok”. Em qualquer momento você poderá renomear essas coleções e movê-las para outras coleções.


3.2 Segundo passo:

Entre na base de dados (Scielo, LILACS – Bireme, Periódicos Capes e etc.) ou no buscador de trabalhos científicos (Glogle Scholar) em que deseja fazer a sua pesquisa. Observe que agora, todas as vezes que realizar uma pesquisa nesses sites, um ícone estará aparecendo no canto superior direito da sua barra de endereços do navegador. Sempre que clicar nela aparecerá uma caixa de diálogo do Zotero indicando os artigos que estão disponíveis para serem baixados em sua biblioteca. Observe que nessa caixa de diálogo será indicado o formato do arquivo (PDF, HTML, Livro e etc). Selecione os trabalhos que lhe interessam e clique em “Ok”. Agora os artigos estarão salvos em sua biblioteca Zotero. 


Aguarde alguns segundo enquanto o Zotero recupera os metadados de cada arquivo e os organiza em sua biblioteca. Feito isso, o material já estará pronto para ser utilizado sempre que precisar. Lembre-se que sua biblioteca será parte de uma etapa fundamental da elaboração de um trabalho científico que é o levantamento da literatura. Além disso, você poderá gerar citações e referencias facilmente sempre que desejar.

Outra forma de montar sua biblioteca é importando arquivos que você já tenha em seu computador para o Zotero:


1. Selecione a coleção para a qual você deseja importar seu material;
2. Abra a pasta do seu computador de onde você deseja extrair os arquivos;
3. Emparelhe as duas janelas que estarão aparecendo, a da pasta do explorador de arquivos do Windows e a do navegador (utilize o botão “Rest. Tamanho” que fica ao lado do botão “minimizar” da janela);
4. Selecione os arquivos que deseja importar para a sua biblioteca e arraste-os para o centro da tela do Zotero (evite arrastar mais de 3 ou 5 arquivos por vez, uma quantidade grande de informações indexadas estará sendo decodificada pelo Zotero de uma só vez e poderá provocar travamentos ou perda de informações);
5. Assim que a importação por concluída selecione os arquivos, dê um clique esquerdo com o mouse e selecione a opção “Carregar Metadados do PDF”, o Zotero irá decodificar os códigos indexados junto com o arquivo e irá recuperar os metadados existentes. Quando o arquivo for muito antigo é possível que o Zotero não consiga localizar os metadados de modo que você poderá ter apenas o arquivo em PDF na sua biblioteca e não conseguirá gerar referencias nesses casos. 




Após carregar os metadados feche a caixa de diálogo e verifique se os mesmos estão corretos. Caso não estejam é só corrigir as informações que o Zotero leu errado (isso é raro de acontecer).



Para corrigir o metadado errado basta clicar sobre ele e alterar a informação. 

4. GERENCIAMENTO DE CITAÇÕES E REFERENCIAS A PARTIR DO ZOTERO: 

Há duas formas de gerar citações e referencias a partir da sua Biblioteca Zotero. A primeira, mais simples, requer apenas que você posicione o mouse sobre o artigo, livro, matéria, página de internet, notícia de blog e etc., que deseje citar, dê um clique esquerdo, localize na caixa de menu a opção “Criar Bibliografia a partir do item selecionado” e clique nela. Aguarde alguns instantes e aparecerá uma caixa de diálogo perguntando o estilo em que deseja gerar a referencia (ABNT, APA e etc.), selecione o estilo desejado e selecione a opção “Criar para a área de transferência” (isso nada mais é do que o Ctrl + C que você costuma usar no dia-a-dia), confirme em “Ok” e sua referencia estará pronta para ser colada onde você desejar. 




Agora que a referencia já foi lançada na área de transferência, vá até o local onde deseja despejar a informação e dê um Ctrl + V. Sua referencia será gerada com sucesso.



A segunda maneira de gerar referencias é utilizando as ferramentas de suplementos instaladas pelo Zotero no seu Word ou LibreOffice. Esse procedimento de instalação já foi realizado automaticamente quando você baixou e instalou o plugin do zotero no Word ou LibreOffice logo no início. As ferramentas do Zotero estarão sempre disponíveis em seu processador de texto e para visualiza-los basta clicar na ferramenta “Suplementos” onde você encontrará os seguintes ícones:



Agora vamos aprender a gerar as referencias enquanto você escreve um trabalho científico no Word.
Quando você precisar fazer uma citação no corpo do texto que você está escrevendo clique no primeiro ícone do Zotero na aba de Suplementos do Word (lembre-se que será necessário manter o navegador do Firefox aberto enquanto gera a referencia) aparecerá a seguinte caixa de diálogo:



Uma vez configuradas, as preferências ficarão salvas e serão aplicadas em todo o documento automaticamente.
Agora, sempre que clicar no ícone de inserção de referencias do Zotero, aparecerá para você a seguinte tela:


Escolha a coleção onde se encontra o trabalho que deseja citar, selecione o trabalho que será citado, insira o número da página se for o caso, marque a opção “Omitir nome do autor” caso já o tenha mencionado e dê um “Ok”. Sua citação já estará aparecendo no seu texto:


Você também pode gerar citações com múltiplas referencias:


A citação vai aparecer da mesma forma que antes


Quando você tiver concluído o seu texto poderá gerar todas as referencias bibliográficas com facilidade e de acordo com o estilo de citação que você salvou logo no início do trabalho.

Primeiro insira o título “Referencias Bibliográficas”, dê um “enter”, abra a aba de suplementos e clique no terceiro ícone do Zotero “Insert Bibliography”. Pronto! O seu trabalho estará concluído.


Para acessar esse tutorial em PDF: Clique aqui 



Espero que o nosso tutorial possa ajudar em sua trajetória acadêmica, deixe suas dúvidas aqui nos comentários. 
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Este artigo é totalmente autoral, pertence ao Rapport Psicologia
É proibida a reprodução dos artigos deste blog. Lembre-se que Plágio é crime e está previsto no Código Penal e na Lei 9610/98.