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VIOLÊNCIA CONTRA MULHER E RELACIONAMENTO ABUSIVO: saiba como agir e onde procurar ajuda.





      Provavelmente você já deve ter ouvido falar em violência doméstica, violência de gênero ou violência contra mulher. Talvez, e muito provavelmente, você conheça mulheres vítimas de violência doméstica, que vivenciam relacionamentos abusivos, ou até mesmo vítimas de feminicídio. Se você for mulher há grandes chances de que já tenha sofrido algum tipo de violência, ou venha a sofrer algum dia. No entanto, apesar de muito se ouvir falar do assunto na mídia, da Lei Maria da Penha e da Delegacia da Mulher, pouco se sabe, de fato, sobre o que fazer diante de situações que envolvem abuso e violência. Isso porque a violência contra mulher, em particular a doméstica, constitui um cenário tenso e contraditório, atravessado por ideologias e crenças que perpetuam, legitimam e reforçam atos e ciclos de violência contra as mulheres.

      Um dos mecanismos que tornam essa violência tão perniciosa é a tendência que a sociedade tem de deslegitimar a queixa da mulher que denuncia o parceiro agressor. Costumamos ouvir que “alguma coisa ela deve ter feito para que o fulano agisse assim”, ou ainda, e pior, “apanha porque gosta”. Quando não se sabe de fato o que fazer, recai-se no risco de revitimizar a mulher em situação de violência, ou seja, pessoas que, quem sabe até bem intencionadas, tentam ajudar, mas acabam por atrapalhar ou piorar a situação já tão delicada da pessoa imersa em violência. Por isso, antes de julgar uma mulher nessa situação, procure se informar adequadamente. O primeiro passo deve ser compreender o que é violência, o segundo é identificar possíveis sintomas de relacionamento abusivo e/ou violento e o terceiro é obter ajuda profissional sobre como agir nesses casos.

      A violência contra mulher é definida pela Lei Maria da Penha como “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte (feminicídio), lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial (quando o agressor se apropria do patrimônio financeiro da mulher)”. No entanto, é necessário compreender que a violência dificilmente surge do dia para a noite, ela acontece paulatinamente – é um processo que vai se constituindo, muitas vezes de forma quase invisível, que vai enredando a vítima, até que ela se perceba como culpada pela violência vivenciada ou, ainda, incapaz de sair do relacionamento abusivo, visto que sua autoestima já se encontra altamente deteriorada e há instalado um quadro (geralmente agudo) de dependência psicológica. 

Veja alguns sintomas que indicam que um relacionamento é abusivo e violento:


a) Manipulação (tentativas de controlar emoções e sentimentos da vítima): o agressor mente e quando confrontado acusa a vítima de estar louca, faz jogos de culpa e chantagem emocional;
b) Superioridade do agressor: ele se coloca como superior à vítima, a faz se sentir burra ou inferior, já que ele “sempre tem razão” e a mulher se sente incapaz de compreender as coisas por si mesma;
c) Ciúmes e comportamento possessivo: envolve afastamento/isolamento da mulher de sua rede familiar e de amizades para que ela se torne cada vez mais vulnerável às investidas do agressor e dependente emocionalmente dele. O agressor geralmente desconhece limites e tenta de todas as formas minar o espaço individual da vítima (lê suas mensagens, e-mails, monitora e controla suas redes sociais, etc.);
d) Rompantes de descontrole: ele grita, quebra coisas e objetos da vítima, xinga, insinua agredi-la ou a seus filho/as, a ameaça de morte;
e) Punições: se iniciam no nível emocional e costumam evoluir para as físicas (agressões, o ele impede a vítima de sair de casa, força atos sexuais considerados desagradáveis ou degradantes pela mulher). Ele não bate diretamente, mas dá puxões ou a vítima costuma ter hematomas causados quando ele usa a força física "para acalmá-la";
f) A vítima se sente constantemente ansiosa, angustiada ou com medo. Quando confrontada, a mulher geralmente sabe que há algo errado, mas não consegue fugir dessa relação.

      Se você ou outra pessoa conhecida estiver precisando de ajuda, ligue imediatamente para o 180, Central de Atendimento à Mulher, e peça orientação. Lá você será direcionada para os serviços de atendimento especializado às vítimas de violência doméstica. Aja enquanto há tempo, uma mulher em um relacionamento abusivo hoje pode ser uma vítima de feminicídio amanhã.

Luciana Carvalho

Psicóloga (Uninassau) e Mestre em Psicologia Social (UFPE). Possui experiência no atendimento a mulheres em situação de violência. Palestra sobre gênero, feminismo e violência contra mulher. É autora de pesquisas sobre intervenção psicológica em casos de violência contra mulheres.


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INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Em quase todos os Estados do país há serviços especializados no atendimento às mulheres vítimas de violência. Ao ligar para a Central do 180 você será encaminhada para os serviços correspondentes a sua demanda. Confira alguns dos serviços disponíveis em Pernambuco:

Centro de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Sexista em Pernambuco

Recife
Centro de Referência Clarice Lispector
Rua Bernardo Guimarães, nº 470. Boa Vista (próximo a Unicap). Telefones: (81) 3355 3008/ 3009/ 3010.
Jaboatão
Centro de Referência Maristela Justus
Rua Travessa São João, nº 64. Massaranduba. Fone: (81) 3468.2485
Olinda
Centro de Referência Márcia Dangremon
Rua Maria Ramos, nº 131. Bairro Novo. Fone: (81) 3429.2707/0800.2812008

Para onde ir em caso de estupro?

            Centro Integrado de Saúde Amauri de Medeiros - CISAM – Recife.
Endereço: Rua Visconde de Mamanguape s/nº - Bairro: Encruzilhada. Telefone: (81)3182-7702, Fax: (81)3182-7703.

Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa - Hospital Agamenon Magalhães - Casa Amarela. Endereço: Estrada do Arraial, 2723 - Bairro: Casa Amarela. Telefone: (81)3184-1739           

Delegacias Especializadas da Mulher:

Recife
1ª Delegacia de Polícia Especializada da Mulher
Rua do Pombal, Praça do Campo. Santo Amaro. Recife. Fone: (81) 3184.3352

Jaboatão Dos Guararapes
2ª Delegacia de Polícia Especializada da Mulher
Estrada da Batalha, s/n°. Prazeres. Jaboatão dos Guararapes.
Fone: (81) 3184.3444/3445

Petrolina
3ª Delegacia de Polícia Especializada da Mulher
Rua Castro Alves, nº 57. Centro. Petrolina. Fone: (87) 3866.6625

Caruaru
4ª Delegacia de Polícia Especializada da Mulher
Rua Dalton Santos, nº 115. São Francisco. Caruaru. Fone: (81) 3719.9106

Paulista
5ª Delegacia de Polícia Especializada da Mulher
Praça Frederico Ludgren, s/n°. Paulista. Fone: (81) 3184.7072

Garanhuns
9ª Delegacia de Polícia Especializada da Mulher
Rua Frei Caneca, nº 460. Heliópolis. Garanhuns. Fone: (81) 3761.8507

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     Estão abertas as inscrições a partir desse 21/02 para a nova oferta do curso online Política Nacional de Saúde Integral LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) O Curso é produto de uma parceria entre o Ministério da Saúde e as Universidades integrantes da Rede Universidade Aberta do SUS. O curso foi desenvolvido de modo a contribuir com os profissionais de saúde, notadamente os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), para que realizem suas ações de cuidado, promoção e prevenção, com qualidade, de forma equânime, garantindo à população LGBT, acesso à saúde integral. O curso pode ser realizado por profissionais de saúde, gestores do SUS, conselheiros de saúde e público em geral. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no site da UNA-SUS/UERJ até 25 de junho de 2017, 

Para se inscrever clique AQUI ou acesse o link: http://unasus.uerj.br/lgbt

O curso é composto por um módulo de 45h totalmente a distância e autoinstrucional (sem tutores), este curso se divide em 03 unidades temáticas e seus respectivos subtemas:

UNIDADE 1 – Gênero e Sexualidade
UNIDADE 2 – O estudo da Política LGBT e seus marcos
UNIDADE 3 – Realizando o Acolhimento e o Cuidado à População LGBT





Fontes: UNA-SUS, SGEP/Ministério da Saúde, UERJ, comitê LGBT